Deputado Álvaro Porto entrega documento a conselheira Teresa Duere. Foto: Divulgação JC.

Após denunciar na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), a realização em Belém e outras cidades de Pernambuco de shows superfaturados, o deputado da oposição Álvaro Porto (PTB) protocolou na segunda-feira (2) denúncia contra Empresa de Turismo de Pernambuco (Empetur). A denúncia foi feita junto ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) e ao Ministério Público Estadual (MPPE).

Entre os casos, porém, o que chamou mais atenção do deputado diz respeito ao cachê pago a cantora baiana Margareth Menezes, que segundo o Diário Oficial da Bahia, recebeu R$ 30 mil para cantar no Pelourinho, em Salvador, e quatro dias depois recebeu R$ 150 mil por uma apresentação aqui em Belém de São Francisco.
“Minha parte eu fiz, que é fiscalizar e fazer a denúncia. Cabe a eles fazer a investigação e a auditoria. Teresa Duere, disse que com o material entregue será aberta uma auditoria, principalmente em cima dos valores citados”, explicou o deputado.

MAGARETH RESPONDE

Para rebater a acusação a assessoria de imprensa da cantora Margareth Menezes distribuiu nota afirmando que os números divulgados estão equivocados. Na nota, a assessoria explica que a discrepância no valor dos cachês da cantora se deve ao fato de que o show de Belém foi contratado durante o período do Carnaval.

“O cachê recebido em Salvador foi de R$ 30 mil para apresentação no dia 13 de fevereiro de 2015 e refere-se a uma participação especial em show da cantora Mariene de Castro, denominado Sete Vozes Negras, que contou com participação de outras cinco artistas. No show, Margareth Menezes cantou apenas duas músicas permanecendo no palco por cerca de 10 minutos”, explica a assessoria da cantora, para justificar a diferença dos valores.

Segundo a equipe da artista, o show apresentado em Belém de São Francisco  foi completo e teve duas horas de duração. “Destaca-se ainda que para a contratação do mesmo, por parte da Empetur, as despesas logísticas, referentes à passagem, hospedagem, alimentação, traslado local da artista e de toda a equipe, totalizando 22 pessoas, fora a carga de impostos, foram custeadas pela produtora Pedra do Mar, que representa a artista em suas contratações. Todos esses valores são embutidos no cachê cobrado pela apresentação”, acrescenta.

Uma coisa, no entanto é certo, Margareth cantou e dançou ininterruptamente por duas horas, inclusive conversou muito pouco e não puxou como outros o saco de quem quer que seja. Isto ninguém pode negar. Agora receber 30 mil reais para cantar 10 minutos, ou seja, 3 mil reais por minuto, é o mais acintoso absurdo para a realidade que vivemos. Em Belém o minuto da cantora saiu por R$ 1.250,00.

Escrito por Tadeu Sá.

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