Quem esteve em Belém do São Francisco, para realizar uma reportagem sobre as obras abandonadas da orla da cidade, foi a TV do Grande Rio, afiliada da Rede Globo de Televisão, da cidade de Petrolina, mas que cobre tanto o nosso município, como diversos outros da região do São Francisco, do Araripe e do Sertão Central.

Sob o título, “MORADORES DE BELÉM DO SÃO FRANCISCO RECLAMAM DAS CONDIÇÕES DA ORLA DA CIDADE”, o âncora do jornalismo da referida TV, abre a reportagem, dizendo: “A orla de uma cidade, geralmente é o cartão postal, sim vários municípios que possuem uma orla, pelo menos é um espaço bem preservado onde muita gente se encontra para bater um papo, apreciar as belezas da cidade. Por isso em Belém do São Francisco os moradores ficaram muito felizes quando souberam que a orla da comunidade ia ser reformada, e acreditem, já tem seis anos e os serviços ainda não foram concluídos”.

A seguir, o repórter Edinaldo Blast, responsável pela gravação no local, mostra a precária situação da orla e diz: “O que devia ser um cartão postal, estar assim, com esgoto caindo direto no rio, lixo e mal cheiro”. Logo depois o repórter entrevista a dona de casa, Adriana da Silva, e volta a dizer: “Andando aqui pela orla de Belém vemos que a situação estar bastante complicada, nos deparamos até com um crânio de animal. Segundo os moradores faz tempo que os garis não passam por aqui, pela região da beira rio”.

Esta é a situação da orla de Belém, na parte debaixo. Esgoto cai diretamente no rio, e mais embaixo população vai consumindo.

Esta é a situação da orla de Belém, na parte debaixo. Esgoto cai diretamente no rio, e mais embaixo população vai consumindo.

Prosseguindo, o repórter entrevista uma senhora e o pré-candidato a vereador, Raimundo Souza, e prossegue dizendo: “A placa com as informações sobre a obra não estar mais no local, mas conseguimos com os moradores esta foto. O gasto previsto para a reforma é de quase R$ 600 mil, e o prazo para conclusão era para maio de 2014”.

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E segue a reportagem: “Outro problema que vem tirando o sono da população é a falta de segurança”. Logo a seguir o repórter entrevista o cidadão Edjovam da Silva, que se identifica como instrutor físico. De volta, o âncora, afirma: “Pois é, seis anos aguardando né? Tem gente ainda que acha absurdo aquelas obras que eram para ficar pronta para a copa e não ficaram pronta. Esta tem seis anos, muito mais. Só para saber como a prefeitura pretende resolver todos estes problemas que agente encontrou na orla da cidade, nós fomos ouvir o prefeito da cidade de Belém do São Francisco, Gustavo Caribé”.

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O repórter indaga então ao prefeito, o porquê do atraso, e o prefeito Gustavo Caribé, responde: “Nós firmamos um convênio com o governo federal, no Ministério da Integração, com parceria como governo do Estado, através da Secretaria das Cidades. Em 2011 nós firmamos este convênio, a primeira parcela do convênio foi liberada pelo Ministério da Integração em 2013, quando nós podemos então licitar a obra e iniciarmos em dezembro 2013. Nós executamos a primeira parcela que compreende a 50% do valor conveniado e já executamos mais de 90% da contrapartida por parte do governo do Estado, em torno de R$ 160 mil. Nós fizemos a prestação de contas da primeira parcela do governo federal, e estamos com a obra paralisada a quase dois anos, aguardando o governo federal liberar esta segunda parcela prá que a gente possa dentro de máximo de 60 dias, a partir da liberação desta segunda parcela, a gente pode entregar definitivamente essa obra a população belemita”.

GARIS:

Na mesma ocasião o prefeito justificou a redução na quantidade de garis, argumentando: “No início de 2016, nós demos corte grande na limpeza pública do nosso munícipio por questão de contenção de despesas, pelas dificuldades que todos municípios brasileiros tem passado, principalmente os municípios pequenos que dependem de repasses constitucionais, como o ICMS por parte do Estado, e o FPM do governo Federal e a gente tem tentado adequar o município a situação que se encontra”.

ESGOTO CAINDO NO RIO:

Sobre o esgoto que cai diretamente no rio, disse a reportagem que o prefeito afirmou: “Que, há um impasse entre a Prefeitura, Codevasf e Compesa, em relação a responsabilidade por este saneamento. Explicou que boa parte da cidade já é saneada”, disse a reportagem.

Com a resposta, informa a reportagem que a TV do Grande Rio, procurou os órgãos citados, sendo que a Compesa, informou: “Que o sistema de esgotamento sanitário de Belém do São Francisco, não foi repassado para a companhia. Então procuramos a Codesvaf, que nos explicou que executou a obra e fez a entrega, só que a prefeitura não assinou o Termo de Recebimento, dizendo que só vai fazer isto caso a Compesa se comprometa a alterar a rede de esgoto. A companhia de abastecimento não se comprometeu se justificando que o sistema mais antigo que ainda existe na cidade estar defasado”.

SEGURANÇA NA ORLA:

Sobre a falta de segurança na orla, informou o repórter: “A polícia militar disse que são feitas rondas diariamente, principalmente no período noturno, e pediu aos moradores que se perceberem atitudes suspeitas, liguem para a central da polícia (87) 9 98086522

RESPONSABILIDADE:

Como visto, o impasse é sério e prejudica enormemente a população que fica sem ações tão importantes ao seu bem estar, como é o caso do lazer e da preservação do meio ambiente, o que representa além da incompetência, do descaso e do abandono, o retrato próprio da imundície, do lixo, do fedor e até de crânio de animal que ali são jogados. Um absurdo portanto.

Segundo a placa ali então ficada, os recursos que seriam carreados para a construção corresponde a R$ 600 mil, mas o prefeito Gustavo Caribé, além de não detalhar os valores até então recebidos, não apresentou qualquer documento com relação a isto, embora tenha dito que recebeu cerca de 90% do convênio celebrado com o Governo do Estado, ou seja 160 mil reais, o que evidencia que o convênio com o governo Federal teria sido na ordem de R$ 400 mil, e como deste teria recebido a metade, acredita-se que ainda há algo torno de R$ 250 mil reais a receber, uma merreca insignificante, mas que Gustavo, isenta-se da responsabilidade.

CULPA DE TODOS:

A culpa sim é de Gustavo, mas não só dele, também é seus adversários, no caso o grupo Lustosa, pois a obra não representa apenas seis anos de atraso. É que preciso que se diga que ela estar lá, se arrastando há quase 10 anos, pois quem demoliu o que ali existia, foi justamente o ex-prefeito Helionaldo Lustosa, e isto às vésperas da tentativa da sua reeleição, quando com promessas de revitalizar a local, demoliu os canteiros, as calçadas e cortou as Castanholas ali existentes, mas no final nada foi feito, a exceção da destruição. Afora isto, Lustosa cavou e demarcou vários locais para construção de quadras poliesportivas, mais estas no que diz respeito ao seu governo, nunca saíram dos buracos, ou do papel.

Pois bem, seja R$ 250 mil que resta, ou mais, ou menos, o valor é insignificante, tão insignificante, que se a prefeitura não tivesse promovido isenções fiscais inconsequentes, ela mesmo teria concluído a construção. Para se ter uma ideia, o valor que resta é tão ínfimo, que muitos dos fornecedores ou prestadores da prefeitura local possuem contratos que supera em muito estes valores.

Sim, a culpa é de todos, repito, de Gustavo e dos seus adversários temporários, que durante todo este tempo, religiosamente vem todos votando numa cambada de deputados federais despreparados, incompetentes e sem forças se quer para liberar junto ao Ministério da Integração, o pouco dinheiro que resta, e olhe que quem passou boa parte do tempo neste ministério, foi o hoje senador Fernando Bezerra Coelho, cujo filho, também eternamente votado na terra, é hoje Ministro das Minas e Energia e nada fizeram para contornar esta situação. Duvido que se fosse em Petrolina, Floresta, Serra Talhada, e tantos outras municípios deste Pernambuco, a obra já não estivesse concluída.

Na verdade os deputados aqui votados, e olhe que são muitos, pouco importam com nossos problemas. Há deles que se quer lembram da data da nossa emancipação política, mas o povo inconsciente, continua votando neles. O cidadão belemita definitivamente tem que acordar e tomar uma atitude firme e forte contra este tipo de comportamento, não podemos continuar assistindo passivamente a coisas desta natureza, uma orla que se arrasta a quase dez anos e o vergonho descaso para com a rede de esgotamento sanitário, um verdadeiro empurra/empurra, com cada um jogando a culpa no outro e tudo sem qualquer perspectiva de solução.

VEREADORES:

Quem também possui enorme responsabilidade sobre o que acontece, são os ilustres vereadores. Se pensassem mais no povo que dizem representar, deixando de se preocupar com as andanças que o prefeito vem fazendo às ilhas, poderiam sugerir audiências públicas ou mesmo instalando uma CPI com o fim de apurar o que acontece e a sua responsabilidade, depois disso, esclarecido a situação, o resultado seria enviado ao Ministério Público para a adoção das providencias cabíveis. É preciso que se entenda definitivamente que o município é feito por todos e para todos e não para coisas desta natureza.

POR AÍ:

Pois é, enquanto Belém se engasga com migalhas, e diga-se que isto não acontece apenas com a orla, com o esgotamento sanitário, mas também com a uma única Unidade Básica de Saúde que não conseguem terminar, o estádio municipal, as adutoras, as casas do programa “minha casa minha vida”, diversas escolas e algumas outras obras, aí fora as coisas acontecem de forma bastante diferente. Lá elas andam e rios de dinheiro são disponibilizados. No distrito da Barra do Tarrachil, por exemplo, com recursos provenientes do Governo Federal, o município de Chorrochó vem construído a sua orla. No local, em adiantado estado de construção, a implantação do cais, canteiros, meios fios, calçadões e outras edificações que quando pronto deixará o local muito aprazível, e lógico, o povo satisfeito.

Enquanto em Belém obra encontra-se paralisada há dois anos, na Barra do Tarrachil, acontece o contrário, os serviços do cais e da orla seguem.

Enquanto em Belém obra encontra-se paralisada há dois anos, na Barra do Tarrachil, acontece o contrário, os serviços do cais e da orla seguem.

SERRA TALHADA:

Recentemente, o atual Secretário de Transporte de Pernambuco, deputado federal, Sebastião Oliveira, de Serra Talhada, anunciou através da imprensa que sua terra tinha a garantia de um futuro promissor. Ele alocou mais de R$ 3,2 milhões para obras no distrito de Bernardo Vieira, R$ 6,2 milhões, para a nova pista do aeroporto da cidade e R$ 7 milhões para a construção das alças locais no povoado de Varzinha. É dinheiro bastante significativo, para um distrito, um povoado e para um aeroporto. Até hoje, os distritos do Ibó e Riacho Pequeno, aguardam por suas UBS, que embora prometidos há anos, ninguém ver chegar. O mesmo acontece com relação a Belém, ninguém mais fala no seu aeroporto, embora tantos deputados sempre venham sendo votados município.

CABROBÓ:
Sexta-feira, dia 10\06, o governador Paulo Câmara, chega em escola de Cabrobó (PE), para anunciar investimento de 13,1 milhões para implantação de Escola Técnica Estadual no município, a primeira do Sertão do São Francisco.

Sexta-feira, dia 10\06, o governador Paulo Câmara, chega em escola de Cabrobó (PE), para anunciar investimento de 13,1 milhões para implantação de Escola Técnica Estadual no município, a primeira do Sertão do São Francisco.

Em Cabrobó, durante visita que fez na última sexta-feira (10), o governador Paulo Câmara, lançou o edital de licitação que garante a construção da primeira Escola Técnica Estadual do Sertão do São Francisco, um investimento total de R$ 13,1 milhões. É isso aí, Escola Técnica em Floresta, em Cabrobó, mas Belém nada. Em março também deste ano, mais de R$ 1,3 milhão foram disponibilizados pelo governador para obras das vias que formam o trecho conhecido como Perimetral. O município também vem construindo a Unidade de Pronto Atendimento 24 horas (UPA). E Belém?

FLORESTA E OUTROS:

Outro político que também anunciou recursos para sua cidade de Floresta, foi o deputado federal, Kaio Maniçoba, cerca de R$ 8 milhões, com vistas a implantar melhorias em favor da comunidade. Carnaubeira da Penha, também acaba de ganhar o asfalto que ligará a cidade, até Floresta, um trecho de quase 50 quilômetros. O mesmo acontece com o distrito de Conceição das Crioulas, que recebe asfalto ligando a rodovia 316, e daí para Salgueiro. Em Petrolina nem se fala, quase tudo é destinado pelos Coelhos para sua cidade. É assim, nós votamos neles e ele fazem em Petrolina.

Em Belém, tudo acontece de forma contrária. O governador Nilo Coelho, desviou a estrada Belém\Salgueiro, via Riacho Pequeno e implantou o asfalto Salgueiro\Trevo do Ibó, deixando Belém e principalmente o distrito Riacho Pequeno no isolamento. Depois asfaltou de Petrolina até a curva de Riacho Pequeno, sendo que somente anos depois é que este veio chegar a cidade. Por fatos que até hoje não esclarecidos, tiraram a ponte sobre o Rio São Francisco, no trecho Barra do Tarrachil e foram construir na cidade Petrolina. A Suvale, que possuía escritório em Belém, foi extinta, uma fábrica de Óleo e uma Câmara Frigorífica, que propuseram instalar na parte nascente da cidade, também por razões que não se sabe, mesmo com os prédios prontos, não aconteceu. É sempre assim, até quando? Assista a reportagem na integra através do link abaixo.

http://g1.globo.com/pe/petrolina-regiao/grtv-1edicao/videos/t/edicoes/v/moradores-de-belem-do-sao-francisco-reclamam-das-condicoes-da-orla-da-cidade/5079548/

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