Eleitos pela mesma corrente política, Vavá e Joase brigam pela presidência da câmara e trazem primeira preocupação do governo Licínio Lustosa. (FOTO: Internet)

Eleitos pela mesma corrente política, Vavá e Joase brigam pela presidência da câmara e trazem primeira preocupação do governo Licínio Lustosa. (FOTO: Internet)

O que era para ser uma simples posse do prefeito, do vice e de onze vereadores, bem como a eleição para a mesa diretora da câmara de vereadores do município para o biênio 2017/2018, se transformou numa outra cena ridícula que só os políticos de Belém são capazes de proporcionar sem quaisquer remorsos.

ACORDO:

Tudo começou com a escolha do nome daquele que seria o futuro presidente da câmara. Muito antes, numa reunião articulada pelo prefeito eleito, Licínio Lustosa e os vereadores da sua coligação, Vavá do Bode, Dorgival Júlio, Ana Magalhães, Valdir Moreno, Quincas Valdivino e Joase Fonseca (Joase de Vozinho), ficou acertado que o candidato a presidente seria o atual vereador Lourival Dias Reis, o popular Vavá do Bonde. No biênio seguinte seria Joase.

Pois bem, imaginava Vavá que navega em águas calmas, e com isso não sabia que por trás o recentemente eleito, Joase de Vozinho se articulava com os adversários para lançar seu nome. Isto era o que mais queria os opositores de Licínio.

BOM SENSO:

Ocorre que tudo poderia ter resolvido sem qualquer desgaste, da melhor forma possível. Se Joase era da base de Licínio, e não abriria mão da sua candidatura, que se compusessem com ele, esta era a decisão a ser tomada pelos governistas, afinal em termo de competência dou um pelo outro e não quero volta, pois se um representa a velha política, o outro já nasce com ela, pois na primeira oportunidade que teve se aliou com quem o povo a pouco dias deu as costas e que deu com uma grande diferença. Na solenidade sequer souberam fazer o cerimonial recomendado para uma posse.

Quanto à escolha do presidente, do lado de Licínio isto não seria problema, mais eis que Vavá do Bode as vezes faz política com fígado e não digeriu o rompimento e a candidatura de Joase, a ponto de manter seu nome na disputa mesmo sabendo que iria perder. Vavá é teimoso e deu o pescoço para a forca.

LAVANDO ROUPA SUJA:

Nas redes sociais os dois políticos passaram a lavar as roupas sujas explicitamente, quando Vavá acusou Joase, “de não ter sido honesto e correto com seus companheiros, de usar de uma atitude sórdida e traiçoeira e de última hora abandonar seus colegas, fazendo acordo com os adversários do prefeito eleito professor Licínio”. E disparou: “O que a população pode esperar de alguém que não honra com sua palavra e que age de forma desonesta?” Os comentários davam conta de que Joase teria se vendido.

Diante das afirmações de Vavá, imediatamente Joase respondeu dizendo, “nunca houve qualquer tipo de rompimento com o grupo que apoia o professor Licínio. Reitero, que as recentes notícias que circulam de forma irresponsável, afirmando que eu recebi qualquer tipo de vantagem econômica ou aceitei qualquer proposta de tal natureza, não passam de suposições inverídicas/infundadas e fora do real contexto político”.

Na mesma ocasião, Joase ratificou, “Sou candidato ao posto de presidente da Câmara de Vereadores da nossa querida Belém do São Francisco por não visualizar nas propostas do candidato à presidência da minha antiga chapa, qualquer sinal de mudança na forma de se fazer política”. Muito bem, mas porque somente na véspera da eleição foi que Joase veio saber da tal forma de Vavá fazer política? Joase já esqueceu como foi sua campanha? Joase esqueceu o que aconteceu no dia da eleição? Não foi a velha política que o elegeu?

PAU NAS REDES SOCIAIS:

Com acusações de lado a lado, centenas de comentários inundaram as redes sociais atacando Joase de Vozinho, inclusive na sua honra pessoal, com adjetivos de baixo calão, e isto até de parentes bem próximos. Também nas redes sociais as pessoas diziam que na solenidade de posse iriam vaiá-lo. E isto foi o que aconteceu. Ninguém instigou ninguém.

Estrondosas vai sacudiram a posse em Belém. De uma lado o direito de um jovem em ser candidato, do outro o povo que democraticamente mostrou que não concordava com o racha e a candidatura. (FOTO: Internet).

Estrondosa vaia sacudiu a posse em Belém. De um lado o direito de um jovem mesmo sem experiência legislativa de ser candidato, do outro o povo que democraticamente e com o mesmo direito, mostrou na forma mais tradicional de insatisfação  que não concordava com o racha e com uma candidatura aliada a adversários do próprio eleito . (Foto Internet).

Ao ser eleito e empossado como presidente, Joase tentou discursar mas foi impedido por uma sonora vaia que se manteve até o fim, e da mesa dos trabalhos, mais impropérios foram disparados por Vavá em direção ao jovem vereador, que ao buscar responder, vaias mais fortes irromperam-se. Neste momento os ânimos se exaltaram, sendo que um dos presentes acenou para o maestro da centenária Banda Dionon Pires, agora como apartadora de briga de políticos, para que executasse músicas com o fim de abafar a fala do já presidente Joase, que sem pulso firme, não convocou a polícia para acalmar os ânimos, ou evacuar dali os mais exaltados. Atordoado, o presidente olhou para a orquestra e sequer encerrou a solenidade. Uma vergonha do tamanho da classe política que temos que aturar. Vídeo que você ver abaixo.

CRISE:

Diante do que acontecido, nasceu aí, antes mesmo do novo prefeito sentar na cadeira de prefeito, o primeiro impasse do futuro governo. Joase afirma e reafirma que não rompeu com o professor, mas o que Vavá diz que não aceita Joase no grupo. Se Joase continuar, Vavá diz que sai.

VAI E VEM:

Não digo com todos, mas vereador é coisa que vai é coisa que vem, todos lembram do governo passado, quando inclusive Vavá esteve do lado de lá. Lembrem de agora, do presente, quando Joase está com um pé de um lado e um pé no outro. O que o prefeito eleito não pode perder de vista é o forte apoio popular que conquistou e que mantém intacto. Ele não deve se envolver em querelas de vereadores e por isso deve deixar o tempo passar, a poeira baixa, mas seria muito prudente que buscasse governar com a responsabilidade que o cargo exige, agindo com transparência e acima de tudo com muita honestidade, deixando os vereadores bem à vontade e cobrando deles apenas suas obrigações para com os projetos que digam respeito as melhorias que devem sempre acontecer em favor da comunidade, afinal se pode governar sem eles, basta não ter contas rejeitadas pelo TCE. Noutra vertente, seria a oportunidade ímpar de governar sem a forte pressão por cargos para as mulheres, filhos, irmão, parentes e amigos dos vereadores, pois foi isto a causa de toda celeuma.

NÃO É TUDO:

Também é verdade que não seria o primeiro caso de um prefeito governar sem maioria, pelo contrário, assim governou o ex-prefeito de Cabrobó, Auricélio Torres, assim governou o ex-prefeito de Salgueiro, Marcondes Sá, assim governou a prefeita Rorró Maniçoba no seu primeiro governo e mesmo assim deixou a prefeitura como sendo a melhor prefeita que floresta já teve.

Outro exemplo bem apropriado do dito acima vem do município de Macururé, no vizinho estado da Bahia. Lá o prefeito empossado, o belemita Everaldo Carvalho, articulou para eleger como presidente do legislativo o vereador oposicionista Tonhá Gomes, e ele foi eleito por unanimidade. Com sua astúcia política, Everaldo aumentou seu apoio na câmara do município.

PARA PRESSÃO, O POVO:

Licínio também não deve esquecer que seus opositores vão se armar contra tudo e todos, tanto que o atormenta desde a vitória com denúncias de captação ilícita de votos, coisas que todos fazem, e não vão deixa-lo em paz. Que lembre da gestão do então prefeito Aníbal Roriz, mas se tiver em mente que o povo estar ao seu lado, e buscando fazer algo em prol deles, continuará mais forte ainda, pode vir o que vier pela frente.

DIREITO POPULAR:

Quanto às vaias, que muitos puritanos de ocasião ver como baixaria, devemos entender de forma contrária. Assim como foi justo e legal o pleito de Joase de postular, mesmo sem a menor experiência, a presidência do legislativo municipal, também vejo as vaias como um direito legítimo e democrático dos cidadãos de protestar contra os políticos que não honram seus compromissos, mais especialmente os seus eleitores, os que o elegeram para representa-lo, mas que assim não fazem.

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Um comentário até agora.

  1. antonio disse:

    SUGESTAO DE REPORTAGEM UTILIDADE PUBLICA

    senhor tadeu, gostaria de falar pra que voce fizesse uma reprtagem sobre os alugeis em belem, os donos de imoveis tao cada vez mais aumentando preços e sem se importar com o povo da cidade. uma casa de 2 quartos pequena o aluguel chega a ser 500 , 600 reais, como que pode isso???? uma cidade que a gente trabalha pra receber um salario? como da conta de pagar? tudo pensam nos alunos da faculdade cara, mais eles se juntam de 6 ou mais pra bancar um aluguel ai aumentam desse tanto, preferem aumentar e ver alunos fazendo das casas farra e mts vezes sem cuidar do que se importar com a populaçao , estou indiguinado! isso é um abuso, queria que o senhor fizesse uma pesquisa pq se ver belem tem alugueis acima das media da regiao 20 mil habitantes, quase o mesmo preço de petrolina , cidade grande! será que nao tem leis? fiscalizaçao? a populaçao de belem nao aguenta mais isso, é um abuso. belem nao é capital pra te casa de 3 quarto por 900 reais nao, nosso povo é humilde n tem empresas que gerem emprego, as vez recebe 500, 400 reais menos que um salario , so pq tem faculdade cara? mais o povo estuda com bolsa de enem, ninguem tem essas condiçoes aqui nao. é um roubo contra nos de belem esses alugeis, perguntem a qualquer pessoa q vao dizer o mesmo, quem que trabalha de mercado, entregando feira, enpacotando, ou de moto taxi, ou qualquer emprego que a maioria de belem trabalha tem condiçoes de dar esse tanto?obrigada

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