Funcionários e professores foram a Câmara para protestarem contra a decisão do prefeito Licínio.

No início da noite de sexta-feira, dia 11, Belém praticamente parou para assistir mais um round na briga por espaço político no município que acontece entre as famílias Lustosa e Caribé, já que suas duas principais lideranças, o prefeito Licínio de um lado e o ex-prefeito Gustavo do outro, resolveram imiscuir-se naquilo que define o futuro administrativo da Autarquia Belemita de Cultura, Desportos e Educação. O prefeito com o fim de manobrar o estatuto para modificar o modo como se escolhe os membros do CONDEFI que mais adiante elegeram o futuro Presidente da Autarquia e o Diretor do CESVASF, já o ex-prefeito Gustavo intervindo para que o mesmo não seja mudado e sendo assim ele continue dando as cartas na escola. Se brigam é porque a Autarquia tem algo de muito bom a oferecer, o que não é o caso do matadouro e do açougue público que não interessam a ninguém.

Acontece que na causa, como juízes, onze vereadores, todos envenenados pelos argumentos pífios de uma e da outra parte. Nenhum deles apresenta de fato uma emenda que seja coerente e mais sensata com relação ao caso, ou seja, eleições diretas e concurso público para preenchimento de todas as vagas existentes na Autarquia, acabando de vez com os contratos de cunho político e que vem gerando todo inferno. Quem consegue um emprego coitado, terá a obrigação de votar, junto com seus familiares, pelo resto da vida em que o indicou, ou em quem ele mandar.

Na sessão que era para decidir a respeito, ao ser lido o Projeto, que recebeu o nº. 009\2017, entendeu o vereador Vandinho Marcula por apresentar uma emenda modificativa, embora o mesmo já tivesse passado pelas comissões, no que protestaram os vereadores situacionistas sob o argumento de que o Regimento Interno não permitia. Diante do impasse, determinou o presidente Joase Campos que o setor jurídico da casa procedesse com uma consulta ao Regimento para os esclarecimentos devidos. A consulta, mesmo com tantos advogados na Câmara, demorou por um bom tempo e não deu qualquer solução ao impasse. A discussão era com referência a um artigo que pelo regimento que estava em mãos de um vereador tinha mais parágrafo que os dos outros. Coisas estranhas.

Diante disto, os ânimos que já estavam exaltados acirrou-se mais ainda, e com a pressão que vinha dos manifestantes, resolveu o presidente por encerrar a sessão e logo em seguida, ao buscar imediatamente sair do recinto por uma porta lateral, foi seguido pelo assessor jurídico Augusto Marques, momento em que os vereadores Vavá do Bode e Joselito Nogueira tentaram agarrar Augusto, o que resultou num grande empurra\empurra, afora socos que dizem ter acontecido.

A decisão do presidente Joase, que é sobrinho do Diretor do CESVASF, Valmir Pires, também contrário ao Projeto, agradou profundamente os oposicionistas que queriam ganhar mais tempo para que o prazo da nomeação pelo atual CONDEBI se encerre e sendo assim, que continue mantido os efeitos do atual estatuto já que o projeto ainda não foi votado. Ao contrário, os vereadores de Licínio, estes mais enfurecidos, queriam votar de todo jeito, mas com a decisão do presidente se viram impedidos e o que se sabe agora é que o projeto deve ser votado amanhã.

A situação que já era tensa, aumentou mais ainda e terminou por descambar para uma forte gritaria, vaias, socos, gritos, empurra\empurra, murros na mesa dos trabalhos e até cadeiras voaram pelos ares, o que levou a polícia militar a intervir com o fim de conter os ânimos. No final diversas queixas foram prestadas na Delegacia de Polícia.

Duas destas queixas partiram da presidente da ABCDE/CESVASF, Ana Gleide Souza Leal, e sua filha, Bia Numeriano, que é vereadora em Floresta e se fazia presente no momento. Após o registro, as duas seguiram para Exame de Corpo Delito.

O Blog do Elvis, da cidade de Floresta, postou uma nota que seria da vereadora Bia Numeriano, onde pela qual a vereadora acusa o assessor do prefeito Licínio, Rogério Carlos de ter agredido a sua pessoa e ainda de ter feito gestos de pôr as mãos na cintura. Veja abaixo a nota da vereadora:

FUI AGREDIDA E NÃO ME CALO!

Nunca passei por situação semelhante. Prezo pelo respeito e sempre tive, como retorno, o respeito também. Aqui não entro no mérito do que estava sendo discutido na Câmara Municipal de Belém do São Francisco, mas sim da ofensa sofrida por mim e por minha mãe, Ana Gleide Souza Leal.

Na noite de sexta-feira (11/08), fui convidada para fazer parte da mesa como autoridade de uma cidade vizinha. Com o andamento dos trabalhos, os ânimos começaram a se alterar. Quando se deu a suspensão da sessão, com base no Regimento Interno da Casa, já não havia mais clima para discussões; os vereadores estavam exaltados e o público também.

Minha mãe veio me ajudar a sair da mesa, quando foi atingida por uma cadeira. Começou-se uma discussão por parte do assessor do Prefeito, que me informaram se chamar Rogério Araquan. Ele partiu para cima dela, ao que corri e me coloquei em sua frente, para interceder. De forma alguma, iria permitir que minha mãe fosse agredida.

Tive meu braço brutalmente agarrado e puxado por esse Rogério, que me empurrou para o lado e fez gestos de pegar algo na cintura.

Graças a Deus, os alunos e professores apareceram e nos bloquearam, nos “escoltando” até que pudéssemos sair da Câmara. Fomos imediatamente à delegacia local e tomamos as devidas providências, realizando exame de corpo de delito, a fim de atestar as agressões físicas sofridas por mim e por minha mãe, e prestando depoimento na delegacia.

Eu não admito tamanho desrespeito. Sou contra todo e qualquer tipo de agressão.
Bia Numeriano.

 Sobre o assunto, o suplente de vereador e assessor do prefeito, Rogério Carlos, também distribuiu nota e nega sua participação no episódio, que seja como for vai desaguar na Justiça. Na nota Rogério afirma: “Não foi a minha pessoa que lançou cadeira alguma! Longe de mim expor-me desta forma. Analisem bem antes de citar nomes. Conto com a compreensão de todos”.

 NOTA DO BLOG DO TADEU SÁ:

A situação é séria e se não houver providências pode descambar para fatos mais graves. Não sei o que pensam os vereadores a respeito do assunto, mas se continuarem a servir como servem aos senhores feudais, inclusive permitindo que eles tenham ingerências nas suas decisões, esquecendo os reais interesses da maioria em detrimento da minoria, isto pode agravar mais ainda a situação e depois ninguém chore pelo leite derramado.

Sessão Extraordinária da Câmara Municipal de Belém do São Francisco. 11/08/2017

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