No domingo retrasado, o Canal Brasil de Televisão, com sede no Estado do Rio de Janeiro, levou ao ar um documentário que foi filmado em 2014, o qual aborda o grave quadro de depressão que sofre diversos moradores do município de Itacuruba, inclusive citando inúmeros casos de suicídios. O documentário entrevistou diversas pessoas da cidade, mas somente a voz dos entrevistados era ouvido. Não quis o canal Brasil, até em respeito a estas pessoas, mostrar suas imagens.

Com a reportagem, velhas fotos e filmes da antiga cidade de Itacuruba, e o lamento gritante das pessoas contra a mudança da cidade velha para nova. A quantidade de moradores que na época se recusavam a sair do seu lugar era grande, mas mesmo assim todos tiveram que sair, muitos a força.

Nas imagens do documentário um mulher desconhecida adentra nas água do Lago de Itaparica e segue caminhando até desaparecer. Uma cena de suicídio.

Embora a nova cidade seja muito mais estruturada que a velha, com boas casas, dotada de saneamento e belas praças, muitos entende que a questão da depressão, doença que leva o município a ter destaque negativo no Brasil, estar diretamente associado a forçosa mudança que aconteceu. De fato, na antiga cidade, com suas inúmeras ilhas e bastantes terras férteis, havia inúmeros empregos e em consequência menos preocupação. Todos sabem que a mente desocupada é uma porta aberta para doenças graves como a depressão.

Conseguir um emprego em Itacuruba, se não for na prefeitura é praticamente impossível. O comércio local é pequeno e não absolve a mão de obra excedente. Por outro lado, a cidade poderia ter sido melhor localizada, mas conta de interesses pessoais ficou longe do rio e de uma estrada com maior trânsito, o que impede a implantação de outras opções de comércio como postos de combustíveis, casas de peças, hotéis, oficinas mecânica e tanto outros que uma estrada movimentada possibilita.

Mesmo pequena e sem muitos atrativos, a velha Itacuruba era aconchegante e oferecia oportunidade de empregos aos filhos que queriam trabalhar, situação que deixava todos orgulhosos e felizes.

Hoje, o município que no passado possuía uma agricultura forte viu está praticamente acabar, ou seja, não produz quase nada. Com o enchimento do lago de Itaparica, a agricultura foi substituída pela piscicultura, mas mesmo assim, poucas são as pessoas que conseguem produzir.

O Canal Brasil é um canal de televisão por assinatura que estreou em 18 de setembro de 1988, com a exibição do filme Sonho sem fim, de Lauro Escorel Filho e foi criado para aproveitar a obrigação criada pelo Decreto 2206, de 1997, que obrigava todos os prestadores de serviços de TV a cabo a incluir na sua grade pelo menos um canal dedicado a “obras cinematográficas e audiovisuais brasileiras de produção independente“. O canal é resultado de uma associação da Globosat com a empresa Grupo Consórcio Brasil.

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Um comentário até agora.

  1. Lindolfo Jr. disse:

    No Festival de Cinema Ambiental, o documentário sobre a cidade esteve presente na mostra realizada em Goiás Velho, estava em Goiânia nesse período e não pude ir devido o local não ter mais vagas…

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