Por Tadeu em maio - 28 - 2018

COLUNA OPINIÃO: FESTA OU AÇÃO SOCIAL?

Por Breno Novaes Alves

Antes de mais nada, quero expressar a minha tristeza com Belém pela situação que a ocorre, e sei que isso atinge à maioria, inclusive à gestão municipal por querer melhorias para a cidade também. Independentemente dos motivos políticos, percebo que ela, a minha cidade, está no sinal vermelho nos mais variados sentidos.

Mas a minha revolta não vem “especificamente” direcionada ao estado que a cidade se encontra. Vejo que “muitos” estão reclamando dos salários atrasados, saúde, educação, infraestrutura e falta de investimento, e essa revolta é justa, pois todos nós temos direitos de pontuar o que convenhamos; até aí, tudo bem!

Contudo, reclamar por FALTA DE FESTA por ocasião do aniversário da cidade, é o cúmulo do absurdo. Eu acredito que ter festa numa situação dessas não seria a melhor forma de resolver às dificuldades do município, até porque festa tem todos os dias na cidade, mesmo que seja por paredões, bandas, grupos, ou até mesmo Deivinho que se tornou um ícone na cidade (nada contra o cantor, que fique claro).

Povo belemita, entendamos uma coisa, a retenção de gastos em “entretenimento” para conseguir liquidar situações emergenciais na cidade é a melhor opção para uma gestão sã de suas obrigações. Pensar diferente disso é concordar com o nível do absurdo que assola o país, preferir diversão ao invés de saúde e educação é maior a premissa de que somos “inocentes”.

Sei das divergências políticas, do papel da oposição que é explorar toda e qualquer situação que possa ser beneficiada. Entretanto, talvez, alguns princípios estão sendo quebrados.

Não dá pra dizer que o atual gestor está quebrando a cidade, pois assim como a política suja no país, as situações vem bem de antes e, infelizmente, estouram em quem está no final disso tudo.

Eu discordo de grande parte dos que foram eleitos vereadores, nomeados diretores, secretários, etç., pois isso mostra a falta de maturidade de uma liderança municipal e que nós, eleitores, somos responsáveis por isso também, porque o que reina na cidade ainda é o dinheiro, aquele lance do “te apoiei, quero meu retorno”.

Então, vamos ser mais serenos no quesito “exigência”, e não mostrar uma situação “x” pra tentar viver de imagens e beleza, como uma festa com Wesley Safadão, sendo que nossos postos de saúde faltam coisas básicas, dívidas sem pagar, salários com “dois ou até três meses ou mais” de atrasos.

Vamos refletir muito, cobrar sim, até por que temos direitos, mas tenhamos cuidado que nem tudo é tão simples como vemos ou acreditamos.

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