A história de um possível união entre Gustavo e Licínio deu muito que falar. Pelo sim, pelo não, quem viver verá.

A história de uma possível união entre Gustavo e Licínio deu muito que falar. Pelo sim, pelo não, quem viver verá ou não.

Na semana passada, uma notícia sobre um possível acordo entre políticos adversários sacudiu Belém e inundou as redes sociais com inequívocas demonstrações de descontentamentos e revolta por parte dos eleitores e aliados de Licínio. A notícia dava conta de que o professor com alguns vereadores da sua corrente e o prefeito Gustavo Caribé, se reuniram numa fazenda localizada região da Canabrava, distante cinco quilômetros da sede do município, e a finalidade seria estabelecer um pacto de paz, ou mais propriamente, um acordão político, já que a conversa supostamente travada não foi de interesses da coletividade, mas de propostas que visavam aparar arestas, encobrir acusações de crime comum, eleitoral e desmandos.

Lembrando o que passou durante o governo Caribé, inclusive com a rejeição das contas do irmão, prefeito Helionaldo, Ronaldo botou a boca no trombone e denunciou suposto acordo. Ninguém sabe, porém como ficará sua relação com o futuro prefeito.

Lembrando o que passou durante o governo Caribé, inclusive com a rejeição das contas do irmão, prefeito Helionaldo, Ronaldo botou a boca no trombone e denunciou suposto acordo. Ninguém sabe, porém como ficará sua relação com o futuro prefeito.

FOGO AMIGO

Pois bem, a notícia foi repassada aos Blogs, por um aliado de peso da própria corrente política do professor, mas desmentidas por Licínio, que davam conta de que os dois políticos conversaram por horas a fio sobre a desistência por parte de Licínio, de uma ação penal que o professor e sua esposa Regina, movem na justiça local contra o prefeito Gustavo Caribé, processo este em decorrência de que logo após a reeleição de 2012, ter Gustavo, nos microfones da Rádio Educadora, proferido palavras ofensivas à honra de Licínio e sua esposa. Afora isto, também segundo comentários, a conversa girou sobre a possibilidade de aprovarem, através dos vereadores dos dois grupos, as contas exercício 2012, do prefeito Gustavo Caribé, contas que o Tribunal de Contas recomenda a sua rejeição. Pelo lado de Gustavo, pessoas de seu grupo político abdicariam do direito de representar junto à justiça eleitoral por possíveis cometimentos de crimes eleitorais que a chapa Licínio\Rômulo, e aí inclua alguns vereadores, teriam cometidos durante a campanha eleitoral, pois segundo os mesmo comentários, aconteceu farta distribuição de poços artesianos em troca de votos, mas para tanto, ainda teria Licínio que convidar um vereador da base de Gustavo para assumir uma das secretarias do município, que em consequência daria direito ao advogado Henrique Marcula, na condição de suplente, de assumir uma vaga na Câmara.

Seja como for, mesmo estando o dito pelo não dito e vice versa, tudo isto soou muito mal nos ouvidos da população que ansiosamente espera e confia em soluções urgentes e sem conluios para os graves males que Belém enfrenta, mas na verdade, a reunião por si, de dois desafetos não só políticos, diante dos acontecimentos que levaram a isto, já causam grande perplexidade a quem nutre sentimentos nobres de amor próprio, de estima e de honra.

CÚPULA

Na citada reunião, além das presenças de Licínio e Gustavo, as presenças dos ex-prefeitos, João Licínio e Helionaldo Lustosa, o empresário Gilmar Freire, os vereadores Vává do Bode, Ana Nogueira, Valdir Moreno e o recém-eleito, Dorgival Júlio, encontro que aconteceu numa chácara cujo proprietário, além de primo do prefeito eleito, é casado com uma prima legítima de Gustavo Caribé.

 

Ana, Vavá, Valdir e Dorgival, testemunhas oculares do tal encontro. Dois deles com mandatos que segundo falam, como Licínio, também serão questionados na justiça.

Ana, Vavá, Valdir e Dorgival, testemunhas oculares do tal encontro. Dois deles com mandatos que segundo falam, como Licínio, também serão questionados na justiça.

AUSENTES

Do que encontro, porém, o que mais chamou atenção foi à ausência do presidente do Democratas, Ronaldo Lustosa e do PMDB, Eduardo Mendonça Coelho. Ronaldo, mesmo sendo a única pessoa da família Lustosa a enfrentar a fúria dos oitos anos do governo Caribé e a carregar sozinho sobre suas costas a oposição a este, não foi convidado para a reunião, mas seus efeitos foram bombásticos, tanto que Ronaldo Lustosa, a um Blog disse: “Se esse acordo se concretizar não tenho outra forma de agir, irei transferir meu domicílio eleitoral para Recife”.

Não sou eleitor de Ronaldo, nem dos envolvidos neste lastimável episódio, mas Ronaldo está certo, já que foi ele que teve um irmão, Helionaldo Lustosa, impiedosamente massacrado pela câmara de vereadores da era Gustavo Caribé, quanto teve suas contas rejeitadas e isto se deu até com os vereadores que foram eleitos nas duas eleições que Helionaldo disputou. Quase todos votaram contra e agora ter Ronaldo que escutar estórias de “prestação de contas”, de “reunião da equipe técnica de transição”, é algo absurdo, seria não ter sentimento próprio.

Ainda sobre o assunto, disse Ronaldo: “O resultado das urnas deve ser respeitado, inclusive pelo prefeito eleito, pois o povo acreditou nas propostas levadas por Licínio ao palanque e que estas o elegeu. O povo merece respeito e não há necessidade de acordos, principalmente no sentido de não respeitar a escolha feita nas urnas”.

REBELDIA

Mesmo tendo Ronaldo justificado o que denunciou, houve quem o contestasse, mas nas redes sociais, em resposta a uma nota emitida pelo professor Licínio, Ronaldo Lustosa foi direto ao assunto e afirmou: “Fale a verdade para o nosso povo, porque mentira tem pernas curtas”. A outro respondeu: “Caro, quando eu disser que o jumento morreu, pode vender a cangalha”. Outros dizem, que mesmo sendo político, do que se conhece de Ronaldo, não e ele chegado a mentiras. Daí todos perguntam, qual seria a razão de Ronaldo carregar sozinho e nas costas a oposição ao governo Caribé, justamente num momento em que muitos mudavam de lado ou coniventemente calavam-se, e agora, depois de ajudar um candidato a se eleger, venha Ronaldo fomentar uma mentira deste importe? Custa a acreditar que Ronaldo esteja mentindo.

VERDADE X MENTIRA

Na ótica de quem compreende a política local, Ronaldo Lustosa não mentiu e disse o que aconteceu, fato jamais registrado no seio da família. A revolta contra tal entendimento não apenas desagradou Ronaldo, mas muita gente, quem quiser que veja as redes sociais, inclusive alguns dos vereadores presentes se rebelaram contra as tais propostas. Agora também é verdade que Licínio não sinalizou positivamente para nada. Dizem que ele sequer sabia do que seria tratado, ou seja, ardilosamente foi Licínio levado ao encontro.

Acontece que também não é verdade que a reunião tivesse como finalidade tratar de assunto relativo “transição de governo”, ou de “justificativas sobre o porquê de o TCE recomendar a rejeição de uma conta de Gustavo”. Isto é conversa para boi dormir, tanto que nenhuns dos que fazem parte da equipe técnica de transição estiveram lá, além do fato do encontro acontecer bem distante da prefeitura, ou das secretarias, onde não havia dados, nem documentos a observar, e ainda assim, sem avisar aos aliados mais próximos sobre o que iriam tratar e com quem ia tratar.

No frigir de tudo, foi muito bom o teor da conversa ter vazado, pois logo se estabeleceu uma insurreição popular, logo se viu um descontentamento generalizado de um povo que está por um triz. Isto serviu ao menos como freio nas pretensões dos gananciosos. Se quiserem renunciar aos processos, se querem renunciar as representações eleitorais, assim façam, é um justo direito do ofensor e do ofendido, agora trocar medidas judiciais e aprovação de contas por benefícios para uns, trata-se de um engodo imoral, que mexe diretamente com Belém e sua gente.

A sede do povo seria a causa da reunião, não para saciá-la, mas por conta de supostos votos que teriam sido trocados por poços artesianos.

A sede do povo seria a causa da reunião, não para saciá-la, mas por conta de supostos votos que teriam sido trocados por poços artesianos.

ACORDOS

Também se pode afirmar que estes comentários de aliança política não são de hoje, eles nasceram muito antes das eleições, pois desde lá se comenta sobre a aprovação de contas em troca da remessa de um novo projeto à Câmara com o fim de manter a isenção do ISS de algumas faculdades. Se tudo quando acontecido forem verdadeiros, seria o passo inicial para esta decisão, e em consequência na manutenção de uma medida impertinente, injusta e insensata que certamente aniquilaria mais ainda o povo que sofre e o município por inteiro. Seria mais um baita prejuízo, pois se levarmos em consideração a alíquota que o município deixa de cobrar, de 5%, a prefeitura deixa de recolher durante um ano algo em torno de 600 mil reais. Se levarmos em consideração apenas a taxa anterior, que era de 3%, mas que os vereadores derrubaram para zero, o município perde algo em torno de R$ 360 mil reais, valores sem dúvida, significativos para um município pobre que os próprios levaram a quebrar.

Apesar de tudo isto, mesmo não tendo votado no professor, não por ele, mas por conta de algumas companhias, nem no seu opositor, também me vejo sem condições de acreditar que Licínio seja capaz de ir a tanto. Pelo contrário, até vejo com muita vontade, determinação e desejo de mudar o curso triste na nossa história, a não permitir que as contas do município continuem sendo rejeitas pelo TCE, mas se um dia este tipo de acordo vier acontecer, certamente esta cidade vai virar de cabeça para baixo.

 

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