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Em entrevista concedida ao Jornal da 104, da Rádio Canabrava – FM, de Belém do São Francisco, levado ao “ar” na quinta-feira, dia 28, pelo radialista, Izaurino Brasil, o professor, Licínio Lustosa, falou sobre política e alianças com vistas às eleições de outubro próximo. Para Licínio, que é pré-candidato pelo PSD, o seu grupo tem nomes que irão ao julgamento popular e que tem propostas para governar o município caso seja eleito.

Com a entrevista, o pré-candidato tocou fogo na pré-campanha, ao afirmar, numa clara provocação ao médico, Hugo Carvalho, também pré-candidato pela chapa da situação, e ao prefeito Gustavo Caribé, o seguinte: “O povo sabe quanto foi desastroso para Belém o governo do meu opositor quando foi prefeito, nada fez pela cidade que governou e além disso abandonou o município logo que deixou a prefeitura somente vindo aparecer agora como pré-candidato apresentado por um gestor que também não tem se saído bem como administrador”, disse o professor Licínio Lustosa.

Em parte Licínio tem razão, de fato Hugo Carvalho, abandonou o município após ser derrotado pelo ex-prefeito, Helionaldo Lustosa. Hugo, foi para o Recife, trabalhou na cidade de Ipojuca e de lá passou direto para a cidade de Petrolina. Um dos filhos de Hugo, afirmou que isto aconteceu por questões de saúde com um ente familiar.

MESMA COISA:

Sobre esta questão de residir fora de Belém, o professor Licínio, não pode falar, ele também residia em Belém, mas após a eleição passada, quando perdeu para Gustavo Caribé, alegando questões de saúde de um filho, passou a residir na cidade do Recife e aqui aparecia esporadicamente. Como Hugo, que vendeu a própria casa, Licínio, desmontou a que possuía e passou a se hospedar, quando vem a Belém, na casa do seu avô. Licínio, também não pode esquecer que acaba de convidar para ser seu vice, um cidadão que também não reside em Belém, mas em Salgueiro.

Certo é mesmo que esta situação de Belém ter dois candidatos a prefeito e um vice, residindo fora do município é muito grave, isto acontece pela primeira vez na nossa história política. Na verdade trata-se de um retrocesso muito grande, que aliás não acontece nem mesmo nos pequenos grotões brasileiros. O povo belemita tem que compreender isto e dá uma resposta dura ao que propõe os políticos do lugar com vistas ao nosso futuro, pois se isto acontece agora, quando pretendem chegar ao cargo mais importante do município, imagine eleitos, pois como prefeito ou vice, ainda terão mais condições favoráveis para isto, no caso as gordas diárias que o município oferece aos seus representantes em viagem. Viajou, tem carro, combustível e dinheiro bom para isto.

DEPOIS DA ELEIÇÃO:

E após a eleição, quando a cidadão precisar do prefeito ou do vice? Vai procurar onde? Em Petrolina, Recife ou Sagueiro? Já basta a situação que vivemos, pois somente no ano de 2015, a prefeitura de Belém do São Francisco, gastou com combustível e diárias para o prefeito Gustavo Caribé, valores que chega a 64 mil reais, ou seja, cerca de R$ 5.400 reais, por mês, que levando-se em consideração apenas os 22 dois dias uteis de cada mês, chega a R$ 245,00, por dia. Um dinheiro e tanto.

SAÚDE:

No que diz respeito ao governo Hugo Carvalho,  com relação apenas a saúde, podemos afirmar que ela foi menos sofrível. É fato certíssimo, que no governo Helionaldo Lustosa, aliado de Licínio, como na gestão do atual prefeito, aliado de Hugo, a saúde foi e continua sendo um verdadeiro desastre, desumana e cruel com seu povo.

Ora, se Licínio fala de desastre administrativo, ele não pode esquecer o governo do seu primo e aliado mais importante, Helionaldo Lustosa. Helionaldo, foi quem inaugurou a era das mães belemitas terem que parir em Floresta, ou Salgueiro, e Gustavo, sem contar com a presença de doutor Hugo, deu seguimento a esta triste realidade.

VELHOS TEMPO:

Na entrevista, Licínio, ainda esqueceu que todo desastre a que somos submetidos vem de longos anos atrás, mas que passa desapercebidamente aos olhos de todos, de quem governa, de quem tinha o dever de fazer oposição e nunca fez, de quem nada faz para estancar o regresso que vivemos, a ponto de ser Belém, ao lado de Macururé, um dos dois últimos municípios da região que viu sua população ser diminuída ao longo dos anos, e mesmo assim, com toda derrocada existente, nem Licínio, nem Hugo, como políticos que são, foram capazes de empreender forças, ou de levantarem suas vozes no sentido de denunciar o que infelizmente acontece, nem também aqueles que são os responsáveis por tudo isto.

Sinceramente, em Belém, há certas declarações que vejo como a reiteração de um velho adágio popular que diz: “É o sujo falando do mal lavado” ou as vezes, “O mal lavado falando do sujo”.

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