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Depois de quase seis anos, finalmente o consumidor S.F.S, morador da cidade de Floresta, ver chegar a hora de receber o valor de quase 70 mil reais, da Ford do Brasil. Com a decisão mantida pelo STJ, em Brasília, a Ford finalmente se rende a decisão proferida pelo então Juiz da Comarca de Floresta, Dr. Rildo Vieira, que em data de 27 de julho de 2011, condenou a empresa a pagar ao consumidor requerente a importância de R$ 26.616,18.

Inconformada na ocasião com a sentença, a Ford recorreu ao Tribunal de Justiça de Pernambuco, que manteve integralmente a decisão, e mais uma vez inconformada, apelou ao Superior Tribunal de Justiça, em Brasília, que acatou de forma definitiva a decisão da justiça de Floresta.

A condenação aconteceu em vista de “Dano Material”, causado ao autor da ação, S.F.S, pela Ford, pois este ao adquiri junto a empresa um veículo automóvel de carga, modelo FORD \CARGO 1317, na ocasião pela importância de R$ 122.500,00, logo o mencionado caminhão passou a apresentar uma série de defeitos de ordem mecânica e elétrica, e mesmo procurando a concessionária por reiteradas vezes, já que o carro estava no seguro, os defeitos permaneceram, ou seja, não foram corrigidos a contento.

Em favor do autor, o advogado, Tadeu Sá, argumentou, “que no ato da compra o autor foi atendido na concessionária DIVEPE, pelo vendedor, pelo gerente de vendas e pelo gerente geral, e todos diziam na oportunidade que o requerente estava realizando “um grande negócio”, garantindo que o carro era excelente, zero quilômetro e como tal fornecia a garantia de um ano, se comprometendo inclusive, acaso houve alguma pane, atendimento com qualidade e se necessário fosse, substituí o veículo por outro zero quilômetro”.

Prosseguindo, diz Tadeu Sá, “Por conseguinte, dado a extensão dos defeitos em tão curto espaço de tempo, cerca de onze meses depois da aquisição do automóvel e considerando as diversas vezes em que o veículo esteve para concertos, sem que houvesse solução eficaz dos problemas apresentados, não era razoável esperar do autor outra conduta, se não exigir a reparação do dano causado”. Foi o que de fato aconteceu

Para Tadeu Sá, “a condenação da Ford cai como um bom exemplo para todo cidadão que deve cobrar seus direitos juntos aos seus fornecedores. Por outro lado mostra que no direito não tem esta da empresa ser poderosa ou não, multinacional ou não. O que vale mesmo é o direito do cidadão de receber em perfeitas condições de uso o bem adquirido”.

Ainda como resultado da decisão, a empresa tão logo tomou conhecimento da manutenção da decisão por parte do STJ, depositou a importância condenada junto ao Banco do Brasil de Floresta, sendo que ao invés de depositar R$ 26.616,18, teve que depositar R$ 66.039,74, já que a sentença também determinou a correção monetária do valor da condenação, acrescido de juros de mora de 12% ao ano, a contar da data do acontecido.

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