Uma notícia que pegou todos de surpresa aconteceu logo no início ano, quando algumas informações circularam nas redes sociais dando conta de que dezenove garis da Laranjeira, empresa que presta serviço de limpeza pública na cidade não tiveram seus contratos de trabalhos renovados, o que posteriormente veio a ser confirmado, situação que causa preocupação, já que a limpeza pública é muito deficiente e vem deixando a cidade verdadeira emporcalhada, com lixos, entulhos e galhos secos espalhados por tudo quanto é lugar, mas isto não culpa dos funcionários, mas pela quantidade de pessoas que é insuficiente, já que a cidade era atendida por apenas 31 funcionários, mas com a decisão de agora restam apenas 12 (dois motoristas, 3 coletores e 7 varredores de ruas) para atender toda comunidade cuja população urbana é estimada em 10 mil pessoas, ou seja um funcionário para 833 habitantes. Para se ter uma ideia, em Floresta são 38 funcionários para 15 mil habitantes, ou simplesmente um funcionário para 398 moradores.

Com números de funcionários reduzido em dois terços, sete garis trabalham para dar conta do que trinta e um não dava.

Com números de funcionários reduzido em dois terços, sete garis trabalham para dar conta do que trinta e um não dava.

A medida, segundo comentários acontece ante a brava crise que o município atravessa, tanto que os salários destes profissionais chegaram a atrasar em algumas oportunidades, o que as vezes redundava em greve, mas tão logo contornado o problema com o pagamento dos salários os garis voltavam ao trabalho e vida de cada um seguia. A boca miúda também se comenta que até o final do ano passado a prefeitura de Belém do São Francisco devia administradora Laranjeira algo em torno de um milhão de reais

PAU NO LOMBO DO POBRE

O pior desta crise é que parte dela foi criada pelo próprio modo como Gustavo Caribé administra os recursos municipais, com privilégios exacerbados para alguns, deles seus próprios parentes, e no fim o pau só quebra no espinhaço do mais fraco, neste caso justamente dos garis já que dezenove pais de famílias ficam privados do salário mínimo que recebiam e em consequência mais entraves para os seus sustentos e sustento da sua prole, o que não acontece com os abnegados que tem suas regalias intocáveis, além do patrimônio invejável que possuem, já que Gustavo insiste em manter contratos em patamares irreais, além de uma política injusta de incentivos completamente desastrada e que implica em enormes prejuízos a edilidade e grave aumento dos tormentos sociais que nos cercam.

Ao contrário do que fez agora, já que entende Gustavo que deveria mexer no bolso de alguém, tivesse ele agido nos bolsos daqueles que mais se beneficiam dos recursos públicos, os reflexos recairiam somente sobre um, ou sobre poucos e não no bolso dos mais pobres, que no caso são dezenove pais de famílias que começam a sofrer privações rigorosas que irão até encontrarem uma solução que aplaque a sua fome, o que é difícil acontecer já que emprego não está fácil para ninguém.

Escrito por Tadeu Sá.

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