A partir do ano letivo de 2016, as escolas de ensino fundamental e médio do Acre terão de ministrar aulas sobre corrupção aos seus alunos. A disciplina será obrigatória nas redes pública e privada de ensino e deve-se a providência a uma lei aprovada pela Assembleia Legislativa do Estado. O nome da matéria é “Política, politicagem e conscientização contra a corrupção”.

Chama-se Jairo Carvalho (PSD) o deputado estadual autor da proposta. Aprovado no mês passado, o projeto foi sancionado pelo governador Tião Viana (PT) e publicado no Diário Oficial do Estado em 24 de dezembro. Protagonista de escândalos como o do mensalão e o do petrolão, o Partido dos Trabalhadores apressou-se em trombetear a novidade em seu site.

O texto da lei anota que “o conteúdo programático da nova disciplina incluirá o estudo da história da política, os prejuízos com a politicagem e a formação da sociedade contemporânea perante a corrupção, para que os mesmos venham desenvolver nos alunos suas ideologias éticas, morais e sociais, resgatando a contribuição de jovens na política acriana”.

Antes de virar lei, ainda na fase de discussão legislativa, o projeto recebera apoio do Procurador Geral de Justiça do Acre, Oswaldo de Albuquerque, e da presidente do Tribunal de Justiça do Estado, desembargadora Cezarinete Angelim.

Num país em que a corrupção tornou-se epidêmica, a iniciativa parece meritória. Resta saber como serão preparados os professores que irão ministrar aulas sobre corrupção. A desembargadora Cezarinete colocou a Escola da Magistratura do Acre à disposição para ajudar na implementação da nova lei.

Escrito por Tadeu Sá.

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