Em entrevista concedida ao programa Espaço Aberto, da Rádio Educadora, o prefeito Gustavo Caribé, ao responder uma das indagações, afirmou que busca sim encontrar um nome que seja candidato a prefeito de consenso, mas logo impôs uma condição, não aceita o nome do professor Licínio, seu adversário no pleito passado, como sendo este candidato.

Essa história de união política não é de hoje, quem bem sabe é o ex-deputado Aníbal Caribé que há muito luta por isso, inclusive noticiou-se recentemente que o nome da união seria o do comerciante Deoclécio, que além de ser Lustosa, é casado com uma prima legítima do próprio Gustavo, e se for assim,os dois grupos políticos, Lustosa e Caribé, que afinal é um só, seriam contemplados com mais um mandato de prefeito e com ele os benefícios que advém do poder, além da perpetuação da família no cargo. Nem Fidel Castro governou tanto assim.

Ocorre que pelo que li e ouvi em duas oportunidades da boca do próprio Deoclécio, ele é completamente avesso á idéia do seu nome, inclusive dias deste se insurgiu contra uma matéria postada no Blog do Didi Galvão, matéria que insinuava que de fato seria ele o candidato, mas Deoclécio,através de nota enviada ao próprio blog, desmentiu a notícia e afirmou que Licínio era candidato.

Não quero dizer que é o caso de Deoclécio, mas em politica “às vezes” é assim, diz não ser, mas dorme sonhando com isto. Em Belém, por exemplo, tem gente que diz que não quer, mas sempre que pode procura saber sobre o processo político, filiações, prazos, etc.

Durante sua fala, Gustavo não informou se a discussão em favor da união será apenas entre sua família e a família Lustosa, ou se ela será ampla, com a participação do povo, que no caso possui os melhores nomes para unir os mais diversos grupos políticos da terra e é isto que Belém precisa.

Se a idéia for esta última será muito bom, o município possui bons quadros para administrar de forma competente, desde que não haja interferência de quem quer que seja, além do que necessita por demais de um prefeito que venha para administrar e não para fazer política pensando em si e nos seus.

O difícil, porém é isto acontecer, Gustavo sabe muito bem o que virá depois do seu mandato, e é por isso que ele não quer que a prefeitura seja administrada por mãos de quem não lhes ouve, e que não faz o que ele bem quer. Eu digo, “contas a serem rejeitadas ou aprovadas pela futura câmara de vereadores”. É ai que reside o problema da união.

Agora uma coisa também é certa. No caso desta união prevalecer apenas entre as duas famílias, ninguém poderá prever como será o nosso o futuro. Os dois grupos gostam e tem enormes apegos aos cargos públicos e pelo que se sabe a prefeitura de hoje não comporta se quer o grupo Caribé, imagine como vai ficar para acomodar aqueles que irão e seu grupo. São dois fardos pesados a carregar e Belém tem que se ver livre disto o quanto antes.

Se for assim será mais uma decisão equivocada, como de sempre, de cima para baixo, razão pela qual deve a classe política que discorda se unir para fazer frente a tudo que virá pela frente, conhecidas formas de administrar de modo incompetente, sem responsabilidade e sem futuro. Isto tem que ser estancado com toda firmeza, ou o contrário, Belém seguirá inevitavelmente rumo ao fundo do poço.

Escrito por Tadeu Sá.

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Um comentário até agora.

  1. enzo fernandio disse:

    ADVOGADO DE NOTA 11 ,QUE TAL UMA ENTREVISTA COM DETERMINADAS PESSOAS ILUSTRES DA CALÇADA DA FAMA,TALVEZ TEU IRMÃO CHARLES …ME CONHEÇA BEM…ELE COMO PESSOA DOU 11..COMO CONSELHEIRO DOU 7…BATIDO…SE ELE QUISER POSSO DIZER A ELE…PORQUE DESSA NOTA…

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