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De fato a festa em homenagem ao 113 anos de emancipação política de Belém do São Francisco, foi um evento de sucesso e ninguém pode reclamar, a exceção no entanto, dos pacientes que fazem hemodiálise na cidade de Salgueiro. É que no outro dia da festa, o carro que transporta os doentes não apareceu e com isso muitos transtornos foram causados aos cidadãos que não querem saber de festa, mas de pontualidade no transporte que os leva local dos seus tratamentos, especialmente os da hemodiálise que não podem faltar ao tratamento.

Diante do acontecido, um familiar de um dos pacientes prejudicados enviou nota à imprensa, onde relata o drama e faz fortes críticas a questão da saúde do município. O caso, é a segunda queixa contra a saúde em menos de quinze dias.

Na nota, o professor, Umberto Maciel dos Santos, diz o seguinte: “Às autoridades de Belém do São Francisco – Gestor Municipal e Secretaria Municipal de Saúde, creio que vocês sabem que é através da hemodiálise que as pessoas que possuem suas funções renais prejudicadas têm a oportunidade de manter uma vida próxima do normal. Cada sessão de hemodiálise dura entre quatro e seis horas, e deve ser feita pelo menos três vez por semana, no caso do nosso município (segunda, quarta e sexta-feira), na cidade de Salgueiro-PE”.

Mesmo com os benefícios da hemodiálise, o paciente pode apresentar complicações como hipertensão arterial, anemia severa, desnutrição e hepatite, que podem ser tratadas e controladas a cada sessão de hemodiálise. Porém o gestor municipal, através da Secretaria Municipal da Saúde, parece não ter esses conhecimentos ou esqueceram da importância dessas sessões para os pacientes do nosso município”.

Prosseguindo, diz o professor: “Minha irmã é uma dessas pacientes, e a Prefeitura Municipal, através da Secretaria Municipal da Saúde, já deixou três vezes de mandar o transporte pegá-la, para que ela pudesse realizar as sessões de hemodiálises. Duas vezes a família contratou o taxista Morzat e uma vez o carro da família foi deixá-la em Salgueiro-PE”.

No período destes acontecimentos procurei os Secretários Municipais da Saúde e de Administração, os mesmos culparam os motoristas e garantiram que isso não iria mais ocorrer, alertei-os, caso esses fatos voltassem a acontecer procuraria o Ministério Público e os meios de comunicação para denunciar esse absurdo. Infelizmente hoje dia 06 de maio, o temível absurdo volta a repetir e o transporte da Secretaria Municipal da Saúde não passou para pegar os pacientes de hemodiálises”. Diz a nota.

Procuramos os responsáveis para saber o que estava acontecendo mais não obtivermos respostas, ligarmos para os secretários e não fomos atendidos. Liguei para o IMIP de Salgueiro para relatar o que estava acontecendo, e quais os procedimentos que eu deveria tomar em relação a sessão de hemodiálise da minha irmã, se teria condições dela esperar até segunda-feira (09/05). Eles falaram que não era a primeira vez que isto estava acontecendo e não poderiam garantir pela vida de nenhum paciente, pois cada município tinha seu horário e deveriam cumprir à risca”.

E prossegue o denunciante: “Resumindo, a Gestão Municipal e a Secretaria Municipal da Saúde estão brincando com as vidas dos pacientes de hemodiálises em especial “A vida da Minha Irmã”. Quando estávamos mobilizando uma maneira de conseguimos uma vagar para que a minha irmã tivesse a oportunidade de fazer sua sessão, hoje ainda ou no sábado, chega a notícia que o IMIP tinha concedido algumas vagas hoje para os pacientes mais críticos”.

Então hoje 12h (dia 06) a Secretaria Municipal de Saúde disponibilizou o carro da Secretaria de Assistência Social para levar esses pacientes em estados mais críticos.

Ficam as perguntas: Porque o carro não saiu no horário? De quem realmente é a culpa desses absurdos? Será preciso perder um paciente para que a administração resolva essa situação? O horário dos pacientes de Belém do São Francisco é das 7h às 11h30, e o transporte só veio chegar às 12h, depois de toda correria dos pacientes e familiares, e mesmo assim não foram todos os pacientes.

Não posso mais ficar omisso a tais acontecimentos, já procurei os Secretários de Saúde e de Administração, porém os mesmos não tiveram a capacidade e muito menos a competência de resolver essa situação. Não posso esperar acontecer uma morte por falta de compromisso da administração local. A culpa do sucesso e fracasso de uma administração é do gesto municipal. Se os seus Secretários não têm capacidade de administrar suas secretarias, que os mesmos sejam substituídos. Só sabe a importância de uma sessão de hemodiálise quem tem um membro da família como paciente. Recursos vêm, então saibam administrar. Procurem os culpados destes descasos e que sejam punidos para que tais fatos não se repitam”.

Ao finalizar a nota o diz o professor: “Faço aqui um chamamento a todos os familiares de pacientes que fazem hemodiálises para que possamos nos unir e procurar o Ministério Público para resolver de uma vez, essa situação, antes que seja tarde”.

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