O belemita de nascimento, Orlando Tolentino, irmão do prefeito de Chorrochó – BA, Humberto Gomes, que reside em Petrolina, por duas vezes tentou lançar-se a disputa do cargo de deputado estadual, mas seus desejos sequer chegaram as convenções partidárias.

Na primeira tentativa, Orlando buscou chegar ao cargo pelo lado do então prefeito Júlio Lóssio, na segunda, após romper com Júlio, mudou de lado e buscou conquistar o sonhado mandato pelo grupo do caudilho senador Bezerra Coelho.

Nas duas oportunidades como dito, o pré-candidato Orlando Tolentino recuou da disputa, e há que diga que foi justamente por falta de um apoio mais incisivo por parte tanto de Lóssio, como de Bezerra Coelho. Este último inclusive, preferiu lançar seu filho mais novo, Antonio Coelho, para disputa e isto não fez apenas Tolentino recuar. Além dele, outros também sucumbiram ao desejo de ser deputado estadual, como foi o caso do vereador Rui Vanderley, o ex-secretário Coronel Heitor Leite, o vereador Dr. Pérsio e a por último a vereadora Maria Helena. Todos desistiram ante o pesadelo de não ser o ungido do grupo Coelho.

Os quatros acima, mais a vereadora Maria Helena, lançaram-se para a disputa de deputado estadual, mas todos desistiram. No caso de Orlando Tolentino isto acontece pela segunda vez.

Pois bem, embora não contado Orlando com apoio do senador para a disputa do mandato de deputado, eis que agora ele serviu para levar uma carta de Fernando Bezerra Coelho, quando da convenção do PMDB, para Jarbas Vasconcelos, e do conteúdo desta carta, um recado para que o senador Jarbas e o vice-governador Raul Henri se alinhem com a decisão da executiva nacional do PMDB que recomenda apoiar Henrique Meireles, justamente o candidato do presidente Temer.

Como isto não deve acontecer, fica patente que o objetivo da carta de Fernando, entregue por Tolentino, é justamente o de querer intimidar, de melar o resultado da convenção do partido em Pernambuco que em decisão dos seus filiados resolveu se aliar com o governador Paulo Câmara, ou seja, buscam prejudicar os interesses do senador e do vice justamente naquilo que é mais importante, o tempo de TV no guia eleitoral e os recursos do fundo partidário.

Em que pese tudo isto, é interessante do ponto de vista político que tanto FBC, como o candidato ao governo Armando Monteiro e outros, quanto da retirada da candidatura de Marília Arraes da disputa ao governo de Pernambuco por decisão do PT, se rebelaram contra isto e fizeram diversos ataques contra aquela decisão, decisão alias que não pertencia a eles, mas aos outros.

No caso deles, no entanto, a decisão de querer entrar num partido apulso e mais ainda, dele colocar para fora justamente quem mais fez pelo MDB desde a sua fundação, no caso Jarbas Vasconcelos, isto não representa nada. Para eles isto não é nada demais.

Esta é a política da desagregação, da ganância, do querer o poder apenas pelo poder e a posição de mensageiro da corte que foi exercida por Tolentino, principalmente quando se sabe que FBC não moveu uma só palha no sentido de ajudá-lo a ser candidato a deputado estadual, não foi bonita. Bonito seria se ele tivesse dito, “vá entregar você senador Fernando, ou mande um dos seus filhos”.

Na convenção do MDB, aliado de FBC pede alinhamento com Armando Monteiro. Ato antecipa judicialização.

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