A aprovação de alterações na Resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de nº 23.422/2014, leva a drástica extinção de diversas zonas eleitorais pelo país afora. Com a medida, a Justiça Eleitoral estima uma economia de mais de R$ 13 milhões ao ano, mais o prejuízo para a população será muito grande.

O exercício do voto continua, mas o alistamento eleitoral e outros procedimentos eleitorais trarão enormes dificuldades aos belemitas.

O exercício do voto continua, mas o alistamento eleitoral e outros procedimentos eleitorais trarão enormes dificuldades aos belemitas.

Hoje, das 3.036 zonas com eleitores aptos, 761 cuidam de apenas parte dos 236 municípios com mais de uma zona eleitoral; 618 são responsáveis por apenas uma cidade; uma zona cuida dos eleitores que moram no exterior; e as outras 1.656 se ocupam dos demais 4.714 municípios do país. Dentre estes últimos, Belém e Itacuruba. Isso representa uma média de cerca de três cidades para cada uma dessas zonas.

Segundo dados do TSE, há grande heterogeneidade entre os municípios com mais de uma zona. O levantamento foi solicitado pela Diretoria-Geral do Tribunal com o intuito de subsidiar a ministra Luciana Lóssio, relatora do Processo Administrativo (PA) 132606, que trata do tema. A ministra vem a ser prima do ex-prefeito Júlio Lóssio, de Petrolina

Segundo o estudo, embora a média geral seja de cerca de 80 mil eleitores por zona eleitoral, nessas cidades, existem zonas com mais de 200 mil eleitores e, no outro extremo, zonas com cerca de 10 mil eleitores. O município do Rio de Janeiro, que possui cerca de 4,8 milhões de eleitores, possui hoje 97 zonas eleitorais, contra as 58 zonas da cidade de São Paulo, que tem quase o dobro do eleitorado (8,8 milhões).

Está decidido que, a partir de agora as zonas eleitorais deverão ter 100 mil eleitores cada uma. Dessa forma, deverão ser extintas zonas em diversos municípios do país, começando pela extinção de 72 zonas em 16 capitais e depois as cidades de menores portes, como é o caso da 73ª Zona Eleitoral que engloba Belém do São Francisco e Itacuruba, cujo número de eleitores inscritos não passa de 20 mil.

Com decisão, provavelmente devemos passar a condição de Itacuruba, cujos eleitores tem que se deslocarem para Belém com o fim de tirarem seus títulos, ou de fazerem quaisquer outros procedimentos eleitorais. Neste caso então, os eleitores de Belém do São Francisco e Itacuruba, terão que se dirigirem para outra cidade que ainda não se sabe qual, mas pelo andar da coisa, ou se cria uma zona eleitoral na região de Itaparica, que mesmo assim possui menos de 100 mil habitantes, com o cartório sendo instalado em Floresta ou Petrolândia, ou o cartório local deverá ser absorvido pelo de Salgueiro, cidade da região com maior número de eleitores na região.

BELÉM, CIDADE ‘LATINHA”:

Este é o rito que vem sendo empregado em Belém nos últimos anos, tanto que Belém é conhecida como a cidade “LATINHA”. Lá tinha o Bandepe, lá tinha Caixa Econômico, lá tinha Receita Federal, lá tinha Coletoria Estadual, Lá tinha plantão e escritório da Celpe, lá tinha tudo, e em breve, lá tinha um Cartório Eleitoral.

TEM MAIS:

Se tem outro órgão que igualmente vive em completa estado de inanição e de incerteza quanto a sua localização, este trata-se da 1ª Companhia de Polícia Militar de Belém do São Francisco. Sucateada, sobrevive sem viaturas suficientes, sem lanchas para patrulhar as ilhas, com poucos policiais. A 1ª. CIPM vive seus momentos de agonia final.

Cobranças pela instalação de um Batalhão de Polícia na região de Itaparica é grande. Se acontecer, adeus a 1ª CIPM. A luta agora será para saber o local. Floresta ou Petrolândia?

Cobranças pela instalação de um Batalhão de Polícia na região de Itaparica é grande. Se acontecer, adeus a 1ª CIPM. A luta agora será para saber o local. Floresta ou Petrolândia?

Num encontro que recentemente aconteceu em Petrolândia, das pessoas e dos políticos presentes, o governador Paulo Câmara, escutou diversas reinvindicações no sentido de que seja criado um Batalhão de Polícia na região. “Itaparica é a única microrregião do Estado que não possui batalhão. Isso é urgente“, disse o Deputado Rodrigo Novaes. Já o deputado federal Kaio Maniçoba, pediu a criação de uma Unidade de Pronto-atendimento Especializado (UPAE) e um centro de hemodiálise. “Temos lutas que precisam de sua ajuda governador“, disse o deputado Maniçoba. Como Belém não tem quem peça, busca coitada, sobreviver na dependência dos outros. Segundo algumas fontes, a discussão quanto ao Batalhão começa agora a ser travava quanto a escolha do local, se em Floresta ou Petrolândia. Se for assim, será a melhor maneira de acabar com a 1ª Companhia de Polícia local sem ter que mexer nos brios dos poucos cidadãos que insistem em amar a terra.

UNS LUTAM, OUTROS NÃO:

Acontece que este discurso de criação de um Batalhão, de Centro de Hemodiálise, é velho, pois, no seminário “Todos Por Pernambuco”, realizado pelo Governo do Estado, que aconteceu no dia 21 de março de 2015, ou seja, dois anos atrás, na cidade de Floresta, o advogado Tadeu Sá, na condição de um dos inscritos para falar na plenária abordou o tema, enumerando as carências da região e caladinho, o governador escutou tudo isto, inclusive ao discursar falou para a então prefeita Rorró Maniçoba, “Estou prefeita Rorró, sensibilizado com a questão do tratamento da hemodiálise na região”. Um dia antes porém, segundo matéria do Jornal do Comercio, o filho da prefeita, deputado federal Kaio Maniçoba, pediu a instalação de um centro na cidade de Serra Talhada.

No dia 21 de março de 2015, o advogado Tadeu Sá, explanou para o governador Paulo Câmara, que ouviu atentamente, tudo que tem nas outras regiões, mas na nossa não. O discurso de agora é velho.

No dia 21 de março de 2015, o advogado Tadeu Sá, explanou para o governador Paulo Câmara, que ouviu atentamente, tudo que tem nas outras regiões, mas na nossa não. O discurso de agora é velho.

http://blogdotadeusa.com.br/blog-do-didi-galvao-discorre-sobre-discurso-de-tadeu-sa-em-plenaria-acontecida-em-floresta-com-governador-paulo-camara/

IGUALDADE:

De fato a região precisa urgentemente ser tratada como as demais do Estado, não só com a implantação do Batalhão, ou de um Centro de Hemodiálise, mas com uma sede do Detran, com Delegacias e Instituto de Perícias, Caixa Econômica, IBGE, Receita Federal, e tantos outros órgãos, mas que tudo isto seja visto sem ambição pessoal, sem bairrismo, com olhos voltados para a região como um todo, com a distribuição destas repartições pelas diversas cidades da região. Não é justo que somente uma cidade seja agraciada com tudo, que se desenvolva e as outras não, como é o caso do que acontece com Petrolina e cidades do entorno.

Atitudes como estas sim, é que traz o progresso e um desenvolvimento mais abrangente, mas estes anúncios e as reivindicações existentes não só se ouve da boca dos políticos de Floresta. Em Salgueiro por exemplo, ainda este ano mais vagas serão lançadas no campus da Universidade do Vale do São Francisco, UNIVASF de Salgueiro, com a criação de mais dois novos cursos e a implantação um campus definitivo da Univasf.

Estamos trabalhando para oferecer aos pernambucanos, em especial aos jovens do sertão, mais acesso à universidade pública. O campus da Univasf em Salgueiro será realidade. Vamos começar com o campus provisório e seguir trabalhando para viabilizar a obra definitiva“, isso foi o disse na oportunidade o atual ministro e ex-governador de Pernambuco, Mendonça Filho. O campus da UNIVASF vai oferecer os cursos de Engenharia de Produção e Ciências da Computação.

UNIVASF, uma realidade presente na vida do salgueirense.

UNIVASF, uma realidade presente na vida do salgueirense.

Na mesma ocasião, o ministro Mendonça Filho, ainda afirmou que a interiorização do ensino superior é um de seus compromissos e lembrou que trabalhou pela criação da Univasf desde que era deputado federal, ao lado de Osvaldo Coelho. O ministro no entanto esqueceu que Belém é um cidade tida como um dos polos educacionais mais importantes do sertão pernambucano e baiano e como tal deve ser vista e fortalecida, mas desde que as ambições pessoais de alguns fiquem de lado, que as lideranças da terra corram atrás e encampem o pensamento do Ministro, pois ninguém concebe a inércia dos nossos políticos e das lideranças maiores no sentido de não buscar implantar aqui um campus da Universidade do Vale do São Francisco, UNIVASF e assim possamos de vez ter a prestação de uma educação gratuita e de qualidade para todos, especialmente os mais pobres.

 

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