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Antes adversários, Acácio Eufrásio e Quincas Valdivino, juntam-se a agora a Licínio e Rodrigo Novaes. No Ibó, muitas críticas aos dois.

Sem alarde, o pré-candidato a prefeito, Licínio Lustosa, junto com o deputado Florestano, Rodrigo Novaes, anunciaram, no sábado, dia 30, a adesão ao seu grupo Lustosa, do vereador Acácio Eufrásio. Acácio, tem como base eleitoral o distrito do Ibó, e a mudança de lado causa grande surpresa, já que o vereador além de compadre de Gustavo Caribé, com quem trilhou junto durante mais de oito anos, também é compadre do pré-candidato a prefeito, Hugo Carvalho, justamente o nome indicado por Gustavo.

Outro que também participou do ato de adesões, foi o vereador situacionista, Quincas Valdivino, que dias antes, igualmente anunciou rompimento com o prefeito. Embora Gustavo, tenha perdido dois representantes na Câmara de Vereadores, o relacionamento por lá não deve mudar, já que quinze dias atrás, os mesmos vereadores votaram contra o parecer do Tribunal de Contas, que recomendava a rejeição das contas de Gustavo, exercício 2012, e com eles a perpetuação de uma conivência escandalosa que acontece há anos nas contas da prefeitura.

ANUNCIANDO O VICE:

Afora as adesões, o pré-candidato, Licínio, também anunciou o nome de quem será seu companheiro de chapa, trata-se do médico belemita, Rômulo Roriz, que como Licínio, reside fora do município, mais precisamente na cidade de Salgueiro.

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Mesmo residindo em Salgueiro, e por isso mais distante do povo. Rômulo Roriz, sem ser político, foi o escolhido dentre tantos que aqui residem.

O nome escolhido por Licínio, não se trata de novidade, pois bem antes mesmo já vinha sendo especulado como provável vice, tanto que em reportagem passada, o Blog do Tadeu Sá, disse que em vista de determinados problemas, o vice do professor Licínio, necessariamente seria da família, ou seja, uma pessoa que possa ser confiável numa eventualidade. Além do mais, o grupo Lustosa, quando imagina-se politicamente forte, não recorre a nomes estranhos, como aconteceu nos últimos dois pleitos, já que penaram para encontrar um companheiro de chapa. Ninguém queria ser, mas agora é o contrário, muitos querem, outros sonham, mas eles é que ditam a escolha e os aliados se curvam de forma submissa sem qualquer possibilidade de esperneio ou contestação. É tanto, que há até comentários de que havia outros pretendentes ao cargo, mas foram rejeitados.

MOSCA AZUL:

O pré-candidato, Rômulo Roriz, é um cidadão de bem,  tanto que quando seu nome era especulado, respondia que política é “coisa de doido, de maluco, que jamais aceitaria ser candidato a cargo eletivo”, inclusive chegou a dizer que iria remover, Licínio, da ideia de ser candidato, mas acontece que picado pela mosca azul que picou o colega, Hugo Carvalho, que também dizia que não era candidato, Rômulo esqueceu o que dizia, e lança-se nesta “aventura”, como o próprio dizia.

UM LUSTOSA, DOIS RORIZ:

Embora não seja político, nem resultado de uma discussão ampla e democrática no seio do grupo, dos que estão lá, ou da própria sociedade, que nunca é ouvida, já que muito se fala em conjuntura financeira, Rômulo, pertence a nata da política local, a família Roriz, sendo primo inclusive do pré-candidato a prefeito, Antônio Licínio Lustosa Roriz, e com a escolha, a chapa irá para a disputa com sangue de um Lustosa e dois de Roriz, e por traz dela, uma penca enorme de outros parentes que também foram prefeitos, como é o caso dos pais dos dois pré-candidatos, Ariovaldo Lustosa Roriz, e José Roriz, dos tios, Dr. Alípio Lustosa e Aníbal Roriz, e muitos primos, como, Aníbal Lustosa Sobrinho, Geraldo Lustosa, João Licínio Lustosa, Helionado Lustosa, Manoel Caribé e o próprio Gustavo Caribé, ou seja, mais de 56 anos de governos das duas famílias, e o que se ver, é a prática desenfreada de uma política ridícula, inoperante, de forte declínio social e econômico, perversa e injusta. O próprio Rômulo, mesmo com a profissão atraente de médico, largou Belém e foi residir em Salgueiro. No passado era o contrário, o médico, Manoel Alves de Carvalho, por exemplo, largou. Salgueiro, onde a família era politicamente forte e veio residir em Belém. Duvido se por questões profissional ou financeira, queira Manoel, ir embora de Belém.

FORA DA POLÍTICA: 

Embora traga Rômulo Roriz, assim como Licínio, sangue político tradicional nas veias, pois como dito, além do pai, do tio e dos primos que foram prefeitos e vices, ao longo dos anos a família Roriz, também conseguia eleger diversos vereadores, mas a partir da eleição de um dos primos de Rômulo, o vereador, Washington Roriz, no ano de 1988, que faleceu prematuramente no curso do mandato em um acidente automobilístico, estes mandatos cessaram e com isso faz mais de vinte anos que a família, não elege um representante para a câmara de vereadores. É bem verdade que em algumas eleições a família ficava dividida, o que não acontece agora, já que todos fecharam-se contra Gustavo e seu candidato, e desta forma deixam para traz um passado em que a família Roriz, de carteirinhas nas mãos, como que religiosamente, com força e vontade, votavam reiteradamente em Manoel Caribé, primeiro e por várias vezes para vereador, depois, por duas vezes, para prefeito. Mesmo assim, ainda há alguns ns Roriz, que não querem nem ouvir falar no nome Licínio.

De novo, Lustosa e Roriz, em busca de mais um mandato. Se eleitos chegarão aos 60 anos de governança. Mais de meio século.

De novo, Lustosa e Roriz, em busca de mais um mandato. Se eleitos chegarão aos 60 anos de governança. Ainda assim se intitulam, como sendo sinônimo de “nova política e mudança”.

NOVO PLEITO, VELHA REGRA: 

Com a indicação, uma velha forma se repete na política dos primos, ou seja, a volta do projeto político vivenciado na eleição de Helionaldo Lustosa, em 2008, quando o grupo lançou uma chapa foi formada exclusivamente por Lustosa, um para prefeito e outro Lustosa para vice, ou seja, a família quando se imagina forte não consegue enxergar dentro dos seus quatros, ou até mesmo dentre aqueles que residem e ajudam com sacrifícios incomuns a alavancar o município, um nome que seja interessante aos olhos das tradicionais candidatos. Todos são vistos, apenas como cabos eleitorais.

DUPLA VINGANÇA:

Com a candidatura de Rômulo, por certo fatos passados serão rememorados,  e deles pode se dizer, que caso saiam vitoriosos, a família Roriz, duplamente se vingará de dois episódios na política local, o primeiro com relação a Gustavo, já que sua família, embora sendo apoiada por muitos e muitos anos pela família, Roriz, deu-lhes as costas esquecendo os apoios que tanto recebeu no passado e ao mesmo tempo também, se vinga do médico Hugo Carvalho, que quando vice de Aníbal Roriz, criou grandes embaraços ao governo dele, a ponto inclusive de fazer manifestações públicas pelas ruas, de abandoná-lo, e de ir se aliar com os  adversários com o fim derrubá-lo através de um impeachment que tanto interessava as famílias Lustosa e Caribé.

MESMA COISA:

Outro fato que também chama atenção, é que Rômulo, vai para a disputa contra uma das chapas que é justamente encabeçada pelo primo de dois cunhados de Rômulo. Rômulo possui duas irmãs casadas com dois primos do pré-candidato, Hugo Carvalho, e desta forma, se o mundo político gira, ou seja, se tudo gira, aqui em Belém, gira apenas no entorno dos mesmos de sempre, das famílias, Lustosa, Caribé, Carvalho e Roriz, e com eles a vida como ela é, de seguir em frente, mas sem que saibamos a que frente vamos chegar.

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2 comentários até agora.

  1. ricardo disse:

    E DESSA FORMA, BELEM FICA A CADA DIA PIOR…..NENHUM TEM INTERESSE DE EM MELHORAS PRA O MUNICIPIO, QUE ESTÁ EM DECADENCIA Á DECADAS. TUDO UMA FAMILIA SÓ!SE CASO FOR ELEITO O CADIDATO DA OPOSIÇÃO, VAI ENTRAR NUM PROBLEMÃO, COMEÇAR POR DIVERSAS SECRETARIAS QUE SERVE COMO PROMESA SE ELEITO FOR………..BELM NÃO TEM JEITO MESMO.

  2. Antonio N. Santos disse:

    Penso o seguinte que os municípios pequenos não deveria ter a figura do vice, no máximo 5 vereadores,ou seja, defendo uma redução de 50% nas câmaras municipais, estaduais e federais. Só assim pode-se diminuir a corrupção.

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