Das 2.109 instituições de ensino superior avaliadas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), do Ministério da Educação (MEC), 313 delas tiveram avaliação insatisfatória medida por meio do IGC (Índice Geral de Cursos). Só em Pernambuco são 26 e dentre eles, o CESVASF de Belém do São Francisco.

O IGC é o indicador oficial de qualidade do ensino superior no Brasil, que é calculado todos os anos, e possui como responsável o MEC. A mais recente avaliação, do ciclo de 2015, cujos resultados eram aguardados desde o fim de 2016, foi divulgada no final do mês passado no site do INEP. O fato foi objeto de reportagem da Revista EXAME, que é especializada em economia e negócios, sendo publicada  a cada quinze dias pela Editora Abril.

O índice vai de 1 a 5 e as notas na faixa 1 e 2 indicam mau desempenho passível de punição. Uma delas, por exemplo, pode ser a proibição de novos vestibulares até que medidas para a melhoria do seu desempenho sejam postas em prática. A instituição belemita alcançou índice “2”, e neste caso pode até ser punida.

COMO É CALCULADO O IGC?

Um dos aspectos levados em conta no IGC é a média dos CPCs (Conceito Preliminar de Curso) do último período de três anos (triênio). O CPC também é um indicador de qualidade, mas referente aos cursos de graduação oferecidos pelas instituições de ensino superior. Nota no Enade, corpo docente, infraestrutura e recursos didático-pedagógicos são critérios do CPC.

No último triênio foram avaliados cursos de administração, administração pública, ciências contábeis, ciências econômicas, design, direito, jornalismo, psicologia, publicidade e propaganda, relações internacionais, secretariado executivo, tecnologia em comércio exterior, tecnologia em design de interiores, tecnologia em design de moda, tecnologia em design gráfico, tecnologia em gastronomia, tecnologia em gestão comercial, tecnologia em gestão de qualidade, tecnologia em gestão de recursos humanos, tecnologia em gestão financeira, tecnologia em gestão pública, tecnologia em logística, tecnologia em marketing, tecnologia em processos gerenciais, teologia e turismo.  O CPC é calculado no ano seguinte à realização do Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes).

VELHOS PROBLEMAS:

A avaliação obtida pelo CESVASF é resultado tão somente das dificuldades que a instituição vem enfrentando a anos, tanto que em setembro de 2013, o RUF – Ranking Universitário Folha, entidade que periodicamente faz uma radiografia detalhada das instituições de ensino superior, divulgou dados de uma pesquisa que mostrava a época, que o curso de Geografia da instituição ocupava o 204º lugar no Brasil, estando na ocasião na frente apenas das faculdades de Araripina e Goiana, e consequentemente atrás das faculdades de Vitória de Santo AntãoBelo JardimArcoverdePalmares. No estado de Pernambuco dentre os 9 cursos analisados, Belém ocupava o 7º lugar.

O curso de História pelos mesmos dados ocupava o 283º lugar, e figurava na frente apenas de Serra Talhada, atrás pois dos cursos de Vitória de Santo AntãoBelo JardimCaruaruAfogadosGoianaPalmaresSalgueiroArcoverde e Araripina. No estado, entre os 16 cursos avaliados, o Cesvasf, pontuou no penúltimo lugar, ou seja, na 15ª posição.

O curso de Letras por sua vez, ocupava o 457º posição no ranking, ficando atrás dos cursos de Vitória de Santo AntãoEscadaCaruaruAfogados da IngazeiraArcoverdePesqueiraBelo JardimGoianaSalgueiro e Araripina. Na frente Serra Talhada e Palmares. Das 23 instituições citadas o curso ficou no o antepenúltimo lugar.

No que diz ao respeito ao curso de matemática, o Cesvasf ocupava o 301º lugar no país, ficando atrás dos cursos das instituições de Vitória de Santo AntãoIgarassuSerra TalhadaAfogadosSalgueiroPalmaresArcoverde e Belo Jardim, na frente somente de Goiana. Dos 15 citados, Belém ocupava o penúltimo posição.

Instituições com IGC na faixa até 2, como é o caso do CESVASF, não são consideradas satisfatórias no ciclo de avaliação.

CULPA:

A culpa pelo momento difícil que o CESVASF atravessa não deve ser atribuída a atual gestora, já que a presidente Ana Gleide de Souza Leal apenas assumiu a Autarquia em setembro de 2015, quando os dados referentes a atual pesquisa já estavam sendo coletados, ou mesmo quando os efeitos do que acontece já se faziam presentes. Na verdade, o resultado de agora, que como dito, foram colhidos em 2015, deve ser atribuído a conjuntura política que a autarquia enfrentou ao longo dos últimos anos. A Ana Gleide, apenas a responsabilidade futura dos dados que estão sendo apurados com referência aos anos de 2016 e 2017, e aí sim, é quando se pode avaliar a sua atuação à frente do Cesvasf. Deste resultado o que mais se espera é que o quadro de péssimos resultados tenha fim, que não mais haja avaliações irrisórias e decepcionante.

As avaliações agora anunciadas foram divididas entre universidades, institutos federais, centros universitários e faculdades. Confira abaixo no ranking quem foi “reprovado” no Estado de Pernambuco e em que posição ficou o Cesvasf e as demais instituições.

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