Dos 14 municípios que figuram entre os que tiveram as maiores notas no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica de Pernambuco (Idepe) em 2016, 11 deles estão no Sertão do Pajeú. O indicador avalia desempenho e frequência escolar, e a metodologia é a mesma empregada, em nível nacional, para aferir o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), do governo federal. No geral, Pernambuco ficou com nota 4,1 em 2016, acima da média nacional, que é 3,5.

As cidades de Afogados da Ingazeira, Brejinho, Carnaíba, Flores, Ingazeira, Quixaba, Santa Cruz da Baixa Verde, São José do Egito, Solidão, Triunfo e Tuparetama são praticamente coladas umas às outras, próximas à divisa com o Estado da Paraíba. Em comum, têm um dado interessante: baixos índices de criminalidade. Em Ingazeira, não houve homicídio em 2017. Carnaíba, Tuparetama, Solidão e São José do Egito tiveram apenas uma morte violenta cada, entre janeiro e julho. O número mais alto de assassinatos aconteceu em Brejinho: quatro.

CAMPEÃ:

A Escola Dário Gomes de Lima, em Flores, obteve as maiores notas nas categorias “anos finais do ensino fundamental” e “ensino médio” – 6,23 e 6,80, respectivamente. O segredo para o índice, segundo a gestora da unidade de ensino, Ana Lúcia Xavier, é o envolvimento da sociedade no dia a dia da instituição. “Nós trazemos as famílias para dentro da escola. Isso ajuda muito no acompanhamento e no comprometimento de todos, sejam estudantes, pais e funcionários”, comenta.

Na opinião do secretário estadual de Educação, Frederico Amâncio, a integração é uma característica de todas as unidades da região. “Lá existe uma dinâmica diferente daquela da Região Metropolitana. A maioria dos professores tem dedicação exclusiva, e as famílias estão mais presentes no cotidiano da escola”, afirma, citando que a integração com as redes municipais, desde o início do ciclo escolar, também é um fator que conta para o sucesso futuro da instituição.

Os municípios que mais se destacaram na categoria “anos iniciais do ensino fundamental” foram, Jucati (1º), Tuparetama (2º) e Quixaba (3º). No segmento “anos finais do ensino fundamental”, os três primeiros colocados, do primeiro para o terceiro, foram Brejinho, Triunfo e Quixaba.

A nota geral mais alta de uma única instituição (7,91) ficou para a Escola de Aplicação do Recife, mantida pela Universidade de Pernambuco (UPE). O reitor da entidade, Pedro Falcão, explica que o resultado se deve à integração entre a pesquisa científica que é desenvolvida no campus universitário e a escola. “Privilegiamos o uso de tecnologia, e isso se reflete no resultado final”, diz.

O secretário estadual explica que os resultados são parte de um esforço que começou em 2007, ainda durante a gestão do então governador Eduardo Campos. “Naquela época, Pernambuco era 21º colocado no Ideb. Evoluímos ano a ano até chegar à primeira colocação nacional em 2015, com nota 3,9”, informa.

Ainda de acordo com Frederico Amâncio, em 2007 a diferença entre as pontuações das redes pública e privada de ensino era de 2,6. Em 2015, chegou à casa de apenas um ponto. O Estado também evoluiu no quesito “taxa de abandono escolar”. Em 2007, segundo o secretário, ocupava a 26ª colocação nacional – entre 27 unidades da federação – no ensino fundamental, com 24% dos alunos abandonando os estudos antes da conclusão. No ano passado, chegou ao primeiro lugar nacional, com taxa de apenas 1,7% de abandono. O quadro era semelhante no ensino médio, com 17,8% dos estudantes desistindo da escola em 2007, contra 1% em 2016. (Fonte: JC)

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